Expansão do programa habitacional vai atender novos municípios e prevê alcançar cerca de 90% das cidades goianas até o fim de 2026
O Governo de Goiás anunciou, na sexta-feira (27), a ampliação do programa Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero, com autorização para a construção de 1.681 novas moradias gratuitas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Nesta nova etapa, 35 municípios goianos serão contemplados pela primeira vez. A iniciativa é executada pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) e financiada integralmente com recursos estaduais.
Com o novo investimento, o Estado projeta ampliar a cobertura do programa para aproximadamente 90% dos municípios de Goiás. Segundo o governo, desde a criação da política habitacional já foram aplicados R$ 1,8 bilhão, resultando na construção de quase 8 mil unidades habitacionais. A meta é chegar ao fim de 2026 com 10 mil casas entregues.
Durante o anúncio, o governador Daniel Vilela afirmou que a expansão busca atender municípios que ainda não haviam sido incluídos no programa e reduzir o déficit habitacional em diferentes regiões do estado.
“Estamos aqui para fazer justiça dentro desse programa e atender os municípios, especialmente os prefeitos que se esforçaram ao longo dos últimos anos, mas que tiveram muita dificuldade por várias razões.”
O governador também destacou que a construção de moradias populares costuma representar um dos maiores desafios financeiros para as administrações municipais.
“Tenho conhecimento de que essa talvez seja a grande demanda de todos os municípios, junto com o recapeamento. Mas, para um prefeito construir 50 casas, tem que fazer sacrifícios por quatro anos. Sacrifício que inviabiliza a sua própria gestão. É um investimento muito significativo do ponto de vista financeiro.”
Ainda segundo Daniel Vilela, novas etapas deverão ser lançadas para cidades que já possuem terrenos disponíveis e documentação preparada para novos contratos.
“E nós vamos continuar avançando, promovendo novas etapas com os municípios que já adquiriram as áreas, que já estão prontos para receber também esse novo contrato, essa parceria. Com isso, continuar levando casa própria com qualidade e dignidade para as famílias mais vulneráveis deste estado.”
As novas unidades habitacionais serão construídas nos seguintes municípios:
Alexânia, Amorinópolis, Aporé, Araguapaz, Cachoeira Alta, Cachoeira Dourada, Caçu, Caldazinha, Campos Belos, Cocalzinho de Goiás, Colinas do Sul, Corumbaíba, Crixás, Divinópolis de Goiás, Doverlândia, Goianápolis, Goiatuba, Guapó, Ipiranga de Goiás, Itapirapuã, Itapuranga, Jaraguá, Montividiu do Norte, Mozarlândia, Nazário, Niquelândia, Nova Glória, Pires do Rio, Rialma, São Patrício, São Simão, Sítio d’Abadia, Teresina de Goiás, Terezópolis de Goiás e Uruaçu.
Representando os prefeitos contemplados, o prefeito de Doverlândia, Amilcar Júnior, destacou o impacto social da iniciativa.
“Milhares de pessoas, principalmente em situação de vulnerabilidade social, enfrentam insegurança financeira. Mas hoje, graças a este grande programa, elas podem ter uma casa para morar sem custo, sem carnê, sem mensalidade. Isso é algo que só o Estado de Goiás faz, uma honra que só Goiás proporciona. A minha felicidade é por essas famílias, que têm um governo que olha e que zela por elas.”
O programa é desenvolvido pela Agehab em parceria com as prefeituras. Enquanto os municípios disponibilizam terrenos com infraestrutura básica, o Estado assume integralmente os custos das obras utilizando recursos do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege).
O presidente da Agehab, Juliano Mendes, destacou o alcance social da política habitacional.
“Mais que números, estamos falando de famílias, de sonhos, de esperança e de dignidade. Cada casa contratada representa uma mãe que deixará de pagar aluguel para investir nos seus filhos; um trabalhador que terá a segurança de um lar próprio; idosos que poderão envelhecer com tranquilidade e famílias inteiras que finalmente terão endereço para chamar de seu.”
Para participar do Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero, os candidatos precisam cumprir critérios definidos pelo Governo de Goiás.
Entre os principais requisitos estão:
De acordo com as regras do programa, o beneficiário não paga entrada, parcelas ou financiamento, já que todo o investimento é custeado pelo Tesouro Estadual.
Cada imóvel possui área construída mínima de 42,43 metros quadrados em lotes de pelo menos 200 metros quadrados. As casas contam com sala integrada para estar e jantar, cozinha, dois quartos, banheiro, área de serviço coberta, quintal, acesso cimentado e gramado frontal.
Segundo o Governo de Goiás, o modelo busca oferecer infraestrutura básica e moradia permanente para famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a redução do déficit habitacional no estado. Dados da Fundação João Pinheiro, instituição responsável pelos estudos oficiais sobre habitação no Brasil, indicam que o déficit habitacional continua sendo um dos principais desafios das políticas públicas brasileiras, especialmente entre famílias de menor renda.
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