Novo jogo da Insomniac Games chega ao PS5 em setembro com história original, sistema de Fúria e uma jornada por Madripoor, Canadá e Japão
Marvel’s Wolverine ganhou novos detalhes de história, combate e exploração na última quinta-feira, 13 de agosto, a cerca de um mês do lançamento marcado para 15 de setembro de 2026 no PlayStation 5. Uma sessão antecipada de aproximadamente duas horas apresentou a missão inicial, confrontos contra forças ligadas a Bolivar Trask e áreas de Madripoor, além dos sistemas que transformam a agressividade de Logan em parte central da jogabilidade.
A prévia amplia o que a Insomniac Games já havia apresentado sobre o projeto. Desenvolvido em colaboração com a Marvel Games e publicado pela Sony Interactive Entertainment, Marvel’s Wolverine será uma aventura de ação para um jogador, guiada por narrativa e sem estrutura de mundo aberto. O título foi desenvolvido especificamente para PS5 e também terá melhorias no PS5 Pro.
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A história acompanha um Logan que tenta compreender o próprio passado enquanto enfrenta uma ofensiva contra os mutantes. Logo no início, Wolverine volta a atuar com a Equipe X, grupo que inclui personagens como Mística e Dentes de Sabre e que, nesta versão da história, está ligado a Nathaniel Essex.
Uma das primeiras operações leva a equipe até instalações controladas por Bolivar Trask, industrialista que conduz ações contra mutantes. A missão apresenta o conflito que deverá orientar parte significativa da campanha e coloca Logan diante das consequências da perseguição sofrida por esse grupo.
O percurso passa pelas instalações de Trask e segue até Madripoor, tradicional nação fictícia do universo Marvel. Durante a missão, Wolverine enfrenta os Reavers, cruza o caminho de Ômega Vermelho e participa de uma operação para libertar Essex.
A Insomniac descreve a campanha como uma história original sobre identidade, lealdade e o passado esquecido de Wolverine. Segundo informações oficiais da PlayStation, a aventura também levará o personagem a cenários no Canadá e no Japão, além dos diferentes distritos de Madripoor.
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O combate aposta na mobilidade e no uso agressivo das garras de adamantium. Wolverine pode avançar rapidamente contra adversários distantes, combinar ataques e utilizar habilidades especiais durante os confrontos.
Entre os recursos apresentados estão as Técnicas Especiais, que podem ser aprimoradas e associadas aos comandos direcionais. Habilidades como Giro Tornado permitem atingir vários adversários, enquanto Quebra-Joelhos pode interromper determinadas ofensivas inimigas.
Também existem as chamadas Adaptações, modificadores voltados à evolução de atributos e habilidades de Logan. Elas interferem em elementos como saúde e no funcionamento da barra de Fúria, permitindo ajustes na maneira de enfrentar diferentes situações.
A Fúria possui três níveis e altera progressivamente a capacidade ofensiva do personagem. No segundo estágio, os combos ficam mais fortes e Wolverine pode acessar o Último Suspiro, mecanismo que permite utilizar Fúria para recuperar a saúde após ser derrotado.
No terceiro nível, o ritmo dos ataques aumenta e novas oportunidades de golpes críticos são abertas. A proposta é fazer com que o sistema recompense uma postura ofensiva, sem eliminar a necessidade de defesa, esquivas e contra-ataques.
Nem todas as batalhas permitem depender das capacidades mutantes de Logan. A campanha inclui Inibidores de Habilidades, dispositivos capazes de impedir temporariamente o uso de poderes. Nessas situações, Wolverine perde vantagens associadas ao fator de cura e precisa recorrer ao combate convencional enquanto procura destruir os equipamentos que limitam suas capacidades.
A mecânica acrescenta uma variável ao sistema de batalhas e impede que a regeneração seja uma solução permanente para os confrontos.
Um dos desafios apresentados na demonstração envolve um Protótipo Sentinela, máquina criada por Trask para localizar e eliminar mutantes. O confronto exige atenção aos padrões de ataque, uso de esquivas e aparos e coordenação com Mística e Dentes de Sabre.
Apesar do foco na violência corporal, Marvel’s Wolverine também oferece momentos de abordagem furtiva. Logan pode recorrer aos sentidos aguçados para identificar rastros, localizar adversários e realizar eliminações sem iniciar imediatamente um confronto aberto.
Esses sentidos também têm função durante a exploração. Em determinados ambientes, Wolverine consegue perceber conversas, localizar personagens por meio de rastros e encontrar pontos de interesse que poderiam passar despercebidos.
A combinação aproxima exploração e narrativa, já que investigar determinadas áreas pode liberar interações entre personagens e referências ao universo dos X-Men.
Uma parte da demonstração ocorreu em Lowtown, região de Madripoor, onde Logan pode circular com maior liberdade e conversar com aliados. O Princess Bar funciona como um dos pontos de interação apresentados nessa área. O local reúne personagens conhecidos e introduz Jean Grey, que aparece protegendo jovens mutantes.
As conversas mostram um lado menos agressivo do protagonista e ajudam a desenvolver suas relações com Jean, Mística e Dentes de Sabre. A narrativa busca trabalhar o conflito entre a violência de Wolverine e a tentativa de Logan de controlar a própria raiva.
A exploração também permite encontrar materiais de melhoria, itens colecionáveis e referências a personagens da Marvel. Entre os elementos apresentados estão diferentes visuais para Wolverine e modelos alternativos de garras.
Entre as atividades opcionais estão as Portas do Pesadelo, que levam Wolverine a cenários ligados às lembranças fragmentadas do personagem. Ao atravessar essas passagens, Logan participa das chamadas Provas do Pesadelo. Os desafios são cronometrados e reorganizam ambientes conhecidos em percursos verticais, nos quais o jogador precisa alcançar o final dentro das condições estabelecidas.
Completar essas atividades permite desbloquear memórias esquecidas do passado de Wolverine, fazendo com que o conteúdo paralelo também contribua para a construção da narrativa.
Apesar da possibilidade de explorar ambientes como Madripoor, a própria PlayStation esclarece que Marvel’s Wolverine não é um jogo de mundo aberto. A estrutura será a de uma aventura de ação para um jogador conduzida pela narrativa, modelo que aproxima o projeto de outros títulos cinematográficos desenvolvidos pela Insomniac Games.
A jornada, porém, terá alcance internacional. A PlayStation confirma cenários na região selvagem e congelada do Canadá, nas ruas de Tóquio e em Madripoor, acompanhando a luta de Logan pela sobrevivência dos mutantes.
O jogo também utilizará recursos específicos do PS5, incluindo resposta tátil e gatilhos adaptáveis do controle DualSense. A página oficial informa ainda compatibilidade com áudio 3D, carregamentos rápidos proporcionados pelo SSD do console e melhorias para PS5 Pro.
A versão brasileira da PlayStation Store lista 35 recursos de acessibilidade para o jogo. A Insomniac também informou que o projeto foi desenvolvido com opções destinadas a jogadores com deficiências cognitivas, visuais, auditivas e motoras.
Entre os recursos disponibilizados estão lembretes de controles e tutoriais, possibilidade de pausar cenas cinematográficas durante o jogo offline e salvamento manual.
A acessibilidade segue uma política adotada pela Insomniac em seus projetos recentes e terá recursos disponíveis desde o lançamento.
Marvel’s Wolverine será lançado em 15 de setembro de 2026 exclusivamente para PlayStation 5, com suporte ao PS5 Pro. Não haverá versão para PlayStation 4, segundo a página oficial do jogo.
No Brasil, a edição padrão aparece em pré-venda por R$ 399,90, enquanto a Edição Digital Deluxe custa R$ 455,90 na PlayStation Store no momento desta publicação. Os valores podem ser alterados pela Sony.
A edição Digital Deluxe acrescenta cinco trajes, cinco modelos de garras e quatro Pontos de Técnica. A página brasileira da loja também informa que o título oferece jogo offline para um jogador, Uso remoto e suporte aos recursos de vibração e gatilhos do DualSense.
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