Programa estadual selecionou 3 mil estudantes para bolsas parciais e mil para integrais no segundo semestre de 2026
O Programa Universitário do Bem (ProBem) passou a atender 4 mil novos estudantes no segundo semestre de 2026 em Goiás. Os universitários formalizaram a adesão ao benefício na última quarta-feira (12), durante evento no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia. A iniciativa é destinada a alunos de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica e utiliza informações do Cadastro Único (CadÚnico) na seleção dos candidatos.
Das novas bolsas, 3 mil são parciais e mil integrais. Os estudantes selecionados estão distribuídos por 241 municípios de Goiás, matriculados em 111 cursos de graduação de 125 instituições de ensino superior, segundo os dados informados na cerimônia de inclusão.
Durante o encontro, os novos beneficiários assinaram o Termo de Adesão ao programa e receberam orientações sobre as regras para manutenção da bolsa. A programação também contou com palestra de Eduardo Lyra, fundador e CEO da ONG Gerando Falcões, sobre temas relacionados à trajetória acadêmica.
O ProBem possui duas modalidades de benefício. Nas bolsas parciais, o programa cobre 50% da mensalidade, limitado a R$ 650. Nas integrais, a cobertura corresponde a 100% da mensalidade, até R$ 1.500, de acordo com as regras divulgadas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
Os limites são diferentes para Medicina e Odontologia, cursos que costumam ter mensalidades superiores às das demais graduações. Nesses casos, a bolsa parcial pode chegar a R$ 2.900, enquanto a integral tem teto de R$ 5.800.
O processo seletivo para o segundo semestre de 2026 previa exatamente 4 mil novas bolsas para universitários em situação de vulnerabilidade social. O edital abriu a seleção a candidatos residentes nos 246 municípios goianos.
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Para disputar uma bolsa no processo seletivo de 2026/2, o candidato precisava residir em Goiás, cursar a primeira graduação e estar matriculado em curso presencial de uma instituição cadastrada no programa. Também era necessário possuir inscrição no CadÚnico dentro das condições estabelecidas pelo edital. Cursos a distância e semipresenciais não eram aceitos nessa seleção.
A classificação não considera apenas um indicador isolado de renda. Segundo a OVG, o processo utiliza o Índice Multidimensional de Carências das Famílias Ampliado (IMCF-A), elaborado a partir de informações das famílias registradas no CadÚnico.
Entre os aspectos considerados estão composição familiar, acesso ao trabalho e à renda, escolaridade, disponibilidade de bens e serviços e condições de moradia. Os candidatos são classificados conforme o nível de vulnerabilidade identificado pelo índice.
O uso do CadÚnico como principal fonte de informações também está previsto na regulamentação estadual do programa. O Decreto nº 9.843/2021 determina que a base seja utilizada tanto no processo seletivo quanto no acompanhamento das famílias atendidas.
O Programa Universitário do Bem é regulamentado pela Lei estadual nº 20.957, de 4 de janeiro de 2021. A legislação define o ProBem como uma política de caráter socioassistencial e educacional destinada a universitários em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A lei estabelece entre os objetivos do programa facilitar o acesso e a permanência no ensino superior, aproximar os beneficiários do mercado de trabalho, estimular a participação cidadã e contribuir para a redução da evasão nas instituições de ensino superior. Os recursos para a execução podem vir do Orçamento Geral do Estado, inclusive do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás, o Protege Goiás.
A regulamentação ocorreu pelo Decreto nº 9.843, de março de 2021, que atribui à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) a coordenação, gestão e operacionalização do programa.
Em janeiro de 2026, uma alteração na regulamentação passou a prever critérios relacionados às avaliações oficiais do ensino superior para o credenciamento das instituições. No caso dos cursos de Medicina, o Decreto nº 10.854/2026 incluiu o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) entre os parâmetros considerados.
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O apoio aos universitários não se restringe ao pagamento das mensalidades. O ProBem mantém o Banco de Oportunidades, voltado à participação dos estudantes em atividades extracurriculares, cursos, estágios e ações sociais relacionadas à formação e à preparação para o mercado de trabalho.
A própria lei que criou o programa prevê a mediação do acesso ao mundo do trabalho e o estímulo à autonomia dos beneficiários como parte dos objetivos da política pública.
Estudantes e famílias com maior grau de vulnerabilidade também podem ser encaminhados para acompanhamento pela rede socioassistencial. Dessa forma, a política combina o custeio de parte ou da totalidade da graduação com medidas voltadas à permanência do aluno no ensino superior e à inserção profissional.
Dados divulgados pela OVG no início de 2026 mostram a dimensão alcançada pelo programa nos últimos anos. Desde 2019, 53,4 mil universitários haviam sido beneficiados pelo ProBem até a divulgação do resultado da seleção para o primeiro semestre de 2026. Naquele momento, havia estudantes de 111 cursos e 122 instituições de ensino superior, com beneficiários residentes em 239 municípios.
O histórico também indica crescimento do alcance financeiro da política. No balanço estadual referente a 2024, o governo informou que foram destinados R$ 151 milhões ao ProBem naquele ano, com média mensal de 15,6 mil estudantes atendidos em 233 municípios.
Com a entrada dos 4 mil novos beneficiários no segundo semestre de 2026, a nova turma passa a integrar uma política estadual que associa bolsas universitárias, critérios de vulnerabilidade socioeconômica e ações de preparação para o mercado de trabalho.
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