Complexo oferece diferentes pontos para banho e espaços para descanso em meio à natureza
Quem procura um passeio em meio à natureza na cidade de Goiás encontra no Santuário Ecológico Poço do Sucuri uma opção que combina trilhas, áreas de banho e estrutura para passar o dia. Localizado às margens da GO-070, o espaço reúne áreas verdes, piscinas, restaurante, chalé e diferentes ambientes destinados ao descanso e ao lazer.
Entre os atrativos estão o Córrego Santo Antônio, que recebe águas de afluentes que descem da Serra Dourada, e uma sequência de pontos de banho distribuídos pela propriedade. O roteiro inclui locais como Sete Quedas, Poço do Sucuri, Praia da Criança, Poço da Pedra Azul e Praia dos Bandeirantes. Uma trilha registrada no local percorre cerca de 3,2 quilômetros em um dos trajetos e apresenta dificuldade considerada fácil.
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A experiência no Poço do Sucuri envolve caminhar entre áreas verdes até alcançar os pontos de banho. As placas instaladas próximas à estrutura principal indicam a direção e a distância de cada atrativo, o que ajuda o visitante a organizar o percurso.
Entre as opções está a Sete Quedas, que reúne diferentes poços formados ao longo do curso d’água. O roteiro também passa pelo Poço do Sucuri, apontado em registros de visitantes como um dos pontos mais profundos da área, com até 5,7 metros.
O local também possui o Poço da Pedra Azul e a Praia dos Bandeirantes, ampliando as possibilidades para quem deseja passar o dia explorando a área.

Entre os pontos disponíveis, a Praia da Criança se diferencia pelo perfil mais tranquilo. O espaço possui uma faixa de areia e áreas rasas para banho, características que favorecem a presença de famílias com crianças. O percurso até os atrativos também permite alternar momentos de caminhada e banho. Os visitantes pode conhecer diferentes pontos ao longo de aproximadamente 3,5 quilômetros de caminhada.
A estrutura do santuário complementa o passeio com áreas de descanso e espaços destinados a diferentes formas de permanência. O empreendimento também trabalha com grupos, oferecendo atendimento personalizado, monitores, refeições e condições específicas para parceiros.

Depois de percorrer as trilhas, o visitante pode fazer uma pausa no restaurante do Santuário Ecológico Poço do Sucuri. Com ambiente aberto, o espaço serve comida no estilo caipira e oferece diferentes opções de bebidas para acompanhar a refeição, tornando o momento ainda mais agradável durante a visita ao espaço natural.
A estrutura também inclui áreas de piscinas e espaços verdes para quem prefere permanecer próximo à sede. Dessa maneira, não é necessário percorrer todas as trilhas para aproveitar o dia no santuário.

O Santuário Ecológico Poço do Sucuri informa, em sua tabela de valores de 2026, R$ 30 por pessoa pela visitação diária. O empreendimento também oferece o Day Use por R$ 70 por pessoa, com almoço e lazer incluídos.
Para quem pretende passar mais tempo na região, o santuário oferece chalé com hospedagem. O site oficial informa atualmente o valor de R$ 350 por diária para casal, com café da manhã. O empreendimento também informa que não está trabalhando com camping no momento.

Antônio Marco Caiado de Castro, administrador e proprietário do Santuário Ecológico Poço do Sucuri, contou à Gazeta Culturismo que a história do empreendimento está diretamente ligada às suas raízes familiares. A propriedade, segundo ele, atravessou gerações até se transformar no espaço de preservação e contato com a natureza que existe atualmente.
“Eu tinha um sonho muito grande de construir alguma coisa aqui no Poço Sucuri. Esse pedaço de terra vem de origem dos meus antepassados, de avós, bisavós. Em 2001, quando vi a notícia de que a cidade de Goiás estava se tornando Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, pensei que tinha aquele pedaço de terra ali. Decidi tomar outro rumo na minha vida e construir isso aqui. Vim para cá e inaugurei no Fica de 2002”, relembra.
Além das belezas naturais, uma das curiosidades que cercam o santuário está justamente em seu nome. Apesar de se chamar Poço do Sucuri, o local não recebeu a denominação pela presença desses animais. Antônio explica que a história remonta à década de 1970, quando um grupo de jovens decidiu explorar a região da Serra Dourada:
“O Poço Sucuri, esse nome surgiu nos anos 70, quando um grupo de rapazes da cidade de Goiás resolveu desbravar a Serra Dourada. Eles chegaram a um rio e, por curiosidade, resolveram descer rio abaixo. Chegando a um poço escuro, ficaram assustados e imaginaram que ali poderia ter uma sucuri. Um dos rapazes tomou coragem e entrou. Depois, os demais também entraram e saíram maravilhados com o lugar. Então, a origem do nome é por acharem que ali havia sucuri, mas o Poço Sucuri não é habitado por sucuris.”
Por trás da tranquilidade proporcionada pela paisagem, no entanto, está um trabalho contínuo de conservação. Para Castro, preservar o espaço tornou-se mais do que uma atividade profissional: é também um projeto de vida e um compromisso pessoal com a área que pertence à sua família há gerações.
“A grande luta que eu tenho é lutar por isso aqui, é preservar. Gosto muito disso aqui. Isso aqui é um grande sossego. Pela minha idade, hoje eu tenho 66 anos, quero ficar aqui, curtir minha vida e viver”, destaca.
Essa busca pela tranquilidade também orienta a forma como Antônio recebe os visitantes. Em vez do turismo de massa, a proposta do santuário é acolher um público menor, interessado em desacelerar, contemplar a paisagem e estabelecer uma conexão mais próxima com a natureza.
“Aqui eles encontrarão um verdadeiro sossego. Eu trabalho com um público pequeno, não é um público de massa. É um público que busca sossego, que quer caminhar, conversar com Deus. O meu método de trabalho é fazer com que as pessoas se sintam realmente em paz e em meio à natureza. A vida é muito curta, e viver em meio à natureza é o maior meio de vida que existe, porque nela se encontra sossego e paz”, finaliza Antônio.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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