Câncer de cabeça e pescoço pode superar 126 mil casos no Brasil até 2028; sintomas exigem atenção

Estimativa do INCA aponta milhares de novos diagnósticos, enquanto diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios

Câncer de cabeça e pescoço pode superar 126 mil casos no Brasil até 2028; sintomas exigem atenção

O câncer de cabeça e pescoço deve registrar mais de 42 mil novos diagnósticos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No período, a projeção ultrapassa 126 mil casos envolvendo tumores da cavidade oral, laringe e tireoide. O principal desafio está no reconhecimento dos sintomas, que muitas vezes são confundidos com problemas passageiros e acabam retardando a busca por atendimento médico.

Entre os sinais que merecem atenção estão feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço. O diagnóstico precoce pode aumentar significativamente as chances de tratamento bem-sucedido, mas a maioria dos pacientes ainda chega aos serviços de saúde quando a doença já está em estágio avançado.

Quais sintomas podem indicar câncer de cabeça e pescoço?

De acordo com estimativas do INCA, oito em cada dez pacientes recebem o diagnóstico quando o tumor já se encontra em fase avançada. Esse cenário reduz as possibilidades terapêuticas e pode exigir tratamentos mais complexos.

“Devemos ficar atentos à presença de nódulos no pescoço com aumento progressivo, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir e feridas na cavidade oral que não cicatrizam. Quando esses sintomas ultrapassam 60 dias, são considerados sinais de alerta”, explica o médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, Alexandre Roberti, cooperado da Unimed Goiânia.

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O que aumenta o risco da doença?

O tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, incluindo o uso de cigarro eletrônico, e a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.

“O consumo de álcool, tabagismo, incluindo cigarro convencional e cigarro eletrônico, e infecção pelo HPV estão entre os fatores de risco mais relevantes”, explica Alexandre Roberti.

Segundo o INCA, os cânceres da cavidade oral e da orofaringe apresentam maior incidência entre os homens. Nos últimos anos, a infecção pelo HPV também passou a ser relacionada ao aumento dos casos de câncer de orofaringe, ampliando o grupo de pessoas suscetíveis à doença.

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Por que o diagnóstico precoce faz diferença?

A identificação dos tumores nas fases iniciais está diretamente ligada a melhores resultados no tratamento. Além de ampliar as possibilidades terapêuticas, o diagnóstico precoce pode reduzir os impactos físicos e funcionais causados pela doença.

“A grande maioria dos tumores benignos e malignos diagnosticados precocemente são curáveis. A prevenção sempre é o melhor remédio”, afirma Roberti.

De acordo com informações do INCA citadas no material, quando o câncer de cabeça e pescoço é identificado precocemente, os índices de cura podem superar 90%, permitindo tratamentos menos invasivos e melhor qualidade de vida durante a recuperação.

Quando procurar atendimento médico?

O acompanhamento periódico da saúde também integra as estratégias de prevenção e identificação precoce de diferentes doenças.

“Uma consulta anual ao ginecologista, no caso das mulheres, e ao urologista, no caso dos homens acima de 40 anos, pode auxiliar na prevenção de várias doenças. Em caso de sintomas descritos, o paciente deve procurar um clínico geral, otorrinolaringologista ou, mais especificamente, um cirurgião de cabeça e pescoço”, orienta Alexandre Roberti.

A recomendação é não ignorar sintomas persistentes, especialmente quando permanecem por várias semanas, já que a avaliação médica pode acelerar o diagnóstico e o início do tratamento.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo

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