Costa do Descobrimento: como é o turismo nas reservas naturais?

Reconhecidas pela Unesco desde 1999, áreas somam cerca de 112 mil hectares e exigem atenção às diferentes regras de visitação

Costa do Descobrimento como é o turismo nas reservas naturais

As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento abrigam cerca de 112 mil hectares de florestas e restingas entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 1999, o conjunto de oito áreas protege remanescentes importantes para a biodiversidade brasileira.

Para quem planeja conhecer a região, a viagem pode reunir contato com a mata, praias e experiências relacionadas à história e à cultura do litoral. O roteiro, porém, depende da escolha das unidades: há diferenças entre as atividades admitidas em parques nacionais e o acesso às reservas biológicas.

Integram o patrimônio os parques nacionais do Descobrimento, Monte Pascoal e Pau Brasil; as reservas biológicas de Sooretama e Una; e as reservas Veracruz, Pau Brasil/Ceplac e Linhares.

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O que considerar ao escolher as áreas da Costa do Descobrimento

Em Porto Seguro, o Parque Nacional do Pau Brasil é uma opção para atividades em meio à floresta. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) destaca as trilhas e mirantes entre seus atrativos. A disponibilidade dos percursos deve ser confirmada antes da visita.

O Parque Nacional do Monte Pascoal reúne a paisagem do monte e a relação do território com o povo pataxó. Já o Parque Nacional do Descobrimento, em Prado, protege uma área de Mata Atlântica no extremo sul baiano. A inclusão dessas unidades na viagem deve considerar as orientações de suas administrações.

As reservas biológicas de Una, na Bahia, e de Sooretama, no Espírito Santo, exigem outro tipo de planejamento. Pela Lei nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a visitação pública em reservas biológicas é proibida, com exceção daquela voltada à educação, conforme regulamentação específica. Pesquisas científicas também dependem de autorização prévia.

A mesma lei permite turismo ecológico e recreação em contato com a natureza nos parques nacionais, mas submete a visitação às normas do plano de manejo e do órgão responsável.

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Como organizar a viagem para a Costa do Descobrimento

A primeira decisão é definir quais áreas serão visitadas e quais municípios servirão de base. Como o patrimônio está distribuído por oito unidades, os deslocamentos precisam ser considerados junto com o tempo disponível para trilhas e outras atividades.

Porto Seguro é uma das portas de entrada para o trecho baiano, com aeroporto e conexões rodoviárias para destinos do extremo sul do estado. Para quem segue ao norte capixaba, Vitória oferece acesso aéreo, e a BR-101 é uma das principais vias de deslocamento terrestre.

A escolha da época deve acompanhar o destino e a programação. Temperaturas mais amenas podem tornar as caminhadas mais confortáveis, enquanto os meses quentes favorecem roteiros que também incluam praias. Antes de reservar, vale conferir a previsão do tempo, as condições das estradas, os horários e a necessidade de agendamento nas áreas escolhidas.

Patrimônio natural brasileiro

O conjunto integra os 26 bens brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. Na relação da Unesco, o país possui 16 bens culturais, nove naturais e um misto. As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento pertencem à categoria natural.

A Unesco destaca a diversidade biológica e a ocorrência de espécies restritas a determinadas áreas. Os trechos possuem mais de 450 espécies de árvores em uma superfície comparável à de um campo de futebol. Para a fauna regional, o local possui cerca de 261 espécies de mamíferos, 620 de aves, 280 de anfíbios e 200 de répteis.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo

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