A aviação doméstica brasileira transportou 68,3 milhões de passageiros entre janeiro e agosto de 2026, o maior volume já registrado para os oito primeiros meses de um ano. O resultado supera em 4% os 65,8 milhões contabilizados no mesmo período de 2025 e mantém o crescimento do mercado aéreo nacional. Os dados foram compilados pelo Ministério do Turismo a partir das estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Agosto também estabeleceu um novo máximo para o mês. Foram 8,93 milhões de passageiros domésticos, diante de 8,73 milhões em agosto do ano passado, avanço de 2,3%. O desempenho ocorre após um 2025 igualmente histórico para a aviação brasileira, quando o país ultrapassou pela primeira vez 100 milhões de viajantes em voos nacionais ao longo de um único ano.
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Entre janeiro e agosto de 2025, as companhias aéreas haviam transportado exatamente 65.811.931 passageiros em voos nacionais. No mesmo intervalo deste ano, o número chegou a 68.330.911, acréscimo de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas circulando pelas rotas brasileiras.
O crescimento dos passageiros domésticos prolonga uma sequência observada desde o ano passado. Em agosto de 2025, 8,7 milhões de viajantes já haviam feito daquele mês o melhor agosto desde o início da série histórica da Anac. Um ano depois, o volume subiu novamente e chegou aos atuais 8,93 milhões.
O resultado de 2026 também deve ser observado dentro de uma base elevada de comparação. Em todo o ano de 2025, a aviação brasileira movimentou 129,6 milhões de passageiros, considerando operações nacionais e internacionais, alta de 9,4% sobre 2024. Somente o mercado interno respondeu por 101,2 milhões, primeiro resultado anual acima da barreira dos 100 milhões.
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O desempenho de agosto acompanha a expansão registrada no acumulado do ano. Os 8,93 milhões de passageiros domésticos representam cerca de 200 mil viajantes a mais que os 8,73 milhões observados no mesmo mês de 2025.
A comparação ganha relevância porque agosto do ano passado já havia quebrado o recorde mensal. Na ocasião, o Ministério do Turismo informou que o segmento completava 12 meses consecutivos de crescimento e atingia o maior movimento da série histórica para aquele período do calendário.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o aumento do fluxo aéreo também alcança outros segmentos da atividade turística.
“O novo recorde de passageiros na aviação doméstica mostra a força do turismo brasileiro e a crescente procura pelos nossos destinos. Mais brasileiros viajando pelo país representam uma maior movimentação em toda a cadeia turística, gerando emprego, renda e desenvolvimento para diferentes regiões do país. Esse resultado reforça a importância de seguirmos ampliando, apoiando e qualificando a oferta turística nacional”, afirmou.
O mercado internacional acompanha o avanço das rotas domésticas. Entre janeiro e agosto deste ano, 20.328.124 passageiros viajaram em voos internacionais com origem ou destino no Brasil, número 8% superior aos 18.888.290 contabilizados no mesmo período de 2025.
Agosto também terminou com recorde nesse segmento. Foram 2,53 milhões de passageiros internacionais, contra 2,44 milhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento de 3,4%. Somados os mercados doméstico e internacional, o país alcançou 88.659.035 viajantes nos oito primeiros meses de 2026.
No mesmo intervalo de 2025, o total havia sido de 84.700.221 passageiros. A diferença entre os dois períodos chega a quase 4 milhões de viajantes, o equivalente a um crescimento arredondado de 5%. A expansão ocorre depois de o segmento internacional também ter encerrado 2025 em nível recorde. Naquele ano, foram 28,4 milhões de passageiros internacionais, alta de 20,2% em comparação com 2019 e segundo recorde anual consecutivo.

Os números dos aeroportos aparecem ao lado de outro indicador importante para o turismo. De janeiro a agosto de 2026, o Brasil recebeu 6.451.257 turistas estrangeiros, segundo dados oficiais reunidos pelo Ministério do Turismo.
Somente em agosto, 576.276 visitantes internacionais entraram no país. O resultado representa o melhor desempenho já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2009. A base de dados do Ministério do Turismo sobre chegadas internacionais está atualizada com informações parciais até agosto de 2026.
O movimento mantém o país próximo dos números elevados observados em 2025. Naquele ano, o Brasil encerrou o período com 9,28 milhões de chegadas internacionais, depois de superar ainda em setembro as marcas históricas registradas nos anos anteriores.
A meta estabelecida pelo planejamento estratégico do Ministério do Turismo para 2026 é de 7,5 milhões de chegadas internacionais. Como o objetivo foi definido antes do desempenho excepcional de 2025, o resultado acumulado deste ano já se aproxima desse parâmetro.
O crescimento das viagens internacionais aparece ainda nas receitas deixadas pelos visitantes no país. Dados do Banco Central compilados pelo Ministério do Turismo apontam R$ 33,6 bilhões em gastos de turistas estrangeiros entre janeiro e julho de 2026, maior valor já registrado para o período.
O resultado considera despesas realizadas durante a permanência desses viajantes no Brasil, como hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos. Os dados referentes a agosto ainda não haviam sido divulgados no levantamento encaminhado pelo Ministério do Turismo.
O turismo corporativo também apresentou marca recorde nos primeiros sete meses do ano. Viagens relacionadas a negócios, eventos e atividades profissionais movimentaram R$ 8,4 bilhões no período, enquanto os números de agosto ainda aguardavam atualização.

Os resultados atuais vêm na sequência de um ano em que o setor já havia ultrapassado suas principais marcas. Em 2025, os 129,6 milhões de passageiros transportados em voos nacionais e internacionais representaram crescimento de 9,2% em relação ao recorde anterior, registrado em 2019, antes da pandemia.
No mercado doméstico, os 101,2 milhões de viajantes de 2025 ficaram 8,4% acima de 2024 e 6,5% acima do movimento pré-pandemia. A retomada iniciada após a forte retração de 2020 levou o setor de 45,5 milhões de passageiros domésticos naquele ano para volumes superiores a 90 milhões novamente nos anos seguintes.
A série histórica do Ministério do Turismo mostra a dimensão dessa recuperação. O movimento nacional havia atingido 97,1 milhões de passageiros em 2019, caiu para 45,5 milhões em 2020 e avançou para 63,8 milhões em 2021, 84 milhões em 2022 e 93,4 milhões em 2023.
Considerando os dois mercados, a movimentação aérea brasileira passou de 84,7 milhões de passageiros entre janeiro e agosto de 2025 para 88,65 milhões em 2026. O avanço ocorre tanto nas rotas dentro do país quanto nas ligações internacionais, sem depender de apenas um segmento para sustentar o resultado.
Os passageiros domésticos continuam sendo a maior parcela do fluxo, com 68,33 milhões de viajantes. Outros 20,32 milhões correspondem às operações internacionais, o que significa que aproximadamente três em cada quatro passageiros contabilizados no período estavam em voos dentro do território brasileiro.
| Mercado | 2025 | 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Passageiros domésticos | 65.811.931 | 68.330.911 | +4% |
| Passageiros internacionais | 18.888.290 | 20.328.124 | +8% |
| Total | 84.700.221 | 88.659.035 | +5% |
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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