Evento gratuito será realizadono Flamboyant Hall, com degustações, gastronomia, oficinas e rodadas de negócios
Goiânia recebe, de 9 a 13 de setembro, a primeira edição do Festival da Cachaça de Goiás, encontro que levará ao Flamboyant Hall cerca de 70 produtores e mais de 400 rótulos produzidos em pelo menos dez estados brasileiros. Com entrada gratuita, o evento foi criado para aproximar fabricantes, profissionais do setor e consumidores em um período de expansão da produção registrada da bebida em Goiás.
Ao longo de cinco dias, a programação terá degustações, gastronomia, mixologia, oficinas, palestras, rodadas de negócios e apresentações culturais. A proposta combina experiências voltadas ao público com atividades destinadas à cadeia produtiva, incluindo fornecedores de equipamentos, embalagens e outros insumos usados na fabricação e comercialização da cachaça.
Entre as atrações estará a Carreta Gastronômica do Senar Goiás, que receberá uma Cozinha Show com degustações harmonizadas durante o festival. Restaurantes, chefs e empreendedores também participarão da programação gastronômica, com pratos associados a diferentes estilos da bebida.
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A primeira edição ocorre em um cenário de crescimento dos registros do setor em Goiás. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária citados no projeto do festival indicam que o número de cachaças registradas no estado passou de 169, em 2023, para 297, em 2024, avanço de aproximadamente 75%.
Em 2024, Goiás também contabilizava 38 estabelecimentos produtores registrados e 327 marcas vinculadas aos registros de cachaça.
O cenário estadual faz parte de uma cadeia que mantém presença relevante na economia brasileira. Dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram que o Brasil chegou a 1.538 estabelecimentos elaboradores de cachaça em 2025, distribuídos por 844 municípios. No mesmo ano, havia 8.379 cachaças registradas no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários, o Sipeagro.
A produção declarada no país alcançou 234,4 milhões de litros em 2025. No comércio exterior, foram exportados 7,95 milhões de litros para 76 destinos, movimentando US$ 17,07 milhões.
Arthur de Castro, curador do Festival da Cachaça de Goiás, relaciona a realização do encontro ao crescimento da cadeia produtiva local e à experiência do Festival da Cachaça de Brasília, que realizou sua terceira edição em maio.
“Estamos trazendo para Goiás mais de 400 rótulos de mais de dez estados brasileiros. A ideia é difundir a cultura da cachaça, mostrar que temos um produto reconhecido mundialmente e fortalecer essa bebida nos mercados nacionais. Também queremos aproximar produtores, profissionais e consumidores, criando oportunidades de negócios tanto no B2B quanto no B2C”, afirma o curador.
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O público poderá conhecer cachaças produzidas em diferentes regiões brasileiras e conversar diretamente com fabricantes. A agenda do Festival da Cachaça de Goiás prevê degustações orientadas, demonstrações de drinques preparados por bartenders e mixologistas e experiências de harmonização.
A legislação brasileira estabelece critérios específicos para que uma bebida possa ser denominada cachaça. Pelas regras atualmente em vigor, o nome é exclusivo da aguardente de cana produzida no Brasil com graduação alcoólica entre 38% e 48% em volume, a 20 °C, e características sensoriais próprias.
A regulamentação também passou a definir expressamente a cachaça de alambique como aquela obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar crua, realizada integralmente em alambique de cobre, conforme os requisitos complementares estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
A proteção do nome brasileiro também alcança o comércio internacional. Desde 2001, decreto federal define as expressões “cachaça”, “Brasil” e “cachaça do Brasil” como indicações geográficas nas condições previstas pela legislação.
Os produtores de Goiás terão participação própria na programação. Um dos destaques é a Cachaça de Orizona, cuja origem recebeu reconhecimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI, como Indicação de Procedência.
O registro de Orizona, município do sudeste goiano, foi concedido para o produto cachaça. A área delimitada corresponde aos limites territoriais do município, e o pedido foi apresentado pela Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça de Orizona, a Apacor.
O reconhecimento acrescenta um elemento de origem territorial à produção goiana apresentada no festival e permite identificar a relação entre a bebida e o município onde é fabricada.
Além das degustações, o Festival da Cachaça de Goiás pretende funcionar como ponto de encontro comercial. Empresas ligadas à produção de garrafas, rótulos, alambiques, moendas e outros equipamentos e insumos estarão entre os participantes.
“A gente está reunindo toda a cadeia produtiva dentro do evento. Não são apenas os produtores de cachaça, mas também empresas de garrafas, rótulos, alambiques, moendas e outros fornecedores. A ideia é criar um ambiente de encontro e negócios e construir uma base para que o festival continue nos próximos anos”, destaca o curador.
A programação prevê rodadas voltadas tanto ao relacionamento entre empresas, o chamado B2B, quanto à venda e ao contato direto com o consumidor, no modelo B2C.
A escolha do Flamboyant Hall também procura ampliar o acesso ao evento. Segundo informações apresentadas pela organização, o Flamboyant Shopping Center registra fluxo médio superior a 1,2 milhão de pessoas por mês.
“Queremos trazer esse público para dentro do festival e oferecer uma programação gratuita, com shows, palestras, praça de alimentação e um ambiente confortável para toda a família. Teremos também brinquedoteca e atividades durante os dias do evento. Ao mesmo tempo, seguimos rigorosamente a regra de que a venda e o consumo de bebidas alcoólicas são destinados exclusivamente a maiores de 18 anos”, comenta Arthur.
A primeira edição será realizada na semana do Dia Nacional da Cachaça, celebrado em 13 de setembro, último dia da programação do Festival da Cachaça de Goiás, em Goiânia.
“Estamos fazendo a primeira edição em Goiás justamente no período do Dia Nacional da Cachaça. É uma forma de celebrar a data, valorizar os produtores e aproximar o público de uma bebida que tem mais de 500 anos de história e cultura no Brasil”, explica Arthur.
O evento reúne instituições e entidades ligadas à cadeia produtiva e ao desenvolvimento econômico, entre elas Instituto Brasileiro da Cachaça, Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Alambique, Associação Goiana de Produtores de Cachaça de Alambique, Sebrae, Senar Goiás, Sesc, Senai, Sesi e Prefeitura de Goiânia.
A organização projeta a circulação de cerca de 2 mil visitantes durante os cinco dias, além de aproximadamente 200 convidados na abertura.
>> SE LIGA
Festival da Cachaça de Goiás
Data: 9 a 13 de setembro
Local: Flamboyant Hall, em Goiânia
Entrada: gratuita
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Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo
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