Após reforma e manutenção de 22 atrações, parque de Goiânia funciona em fase assistida para estudantes da rede municipal antes da abertura ao público
O Parque Mutirama, em Goiânia, recebeu 19,2 mil visitantes no primeiro mês após a revitalização e segue em uma fase técnica e assistida destinada aos estudantes da Rede Municipal de Ensino previamente cadastrados. O espaço retomou parcialmente as atividades em 17 de julho de 2026 e tem reabertura para toda a população prevista para outubro, durante o período das comemorações do aniversário da capital.
A operação restrita permite que a Prefeitura de Goiânia acompanhe o funcionamento dos equipamentos antes da abertura geral. Nos primeiros dias dessa etapa, cerca de 3,4 mil alunos já haviam participado gratuitamente das atividades. O número aumentou com a continuidade do atendimento aos estudantes e chegou aos atuais 19,2 mil visitantes.
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A revitalização alcançou 22 atrações do Parque Mutirama. Foram recuperados roda-gigante, telecombate, autopista, tobogã, Volta ao Mundo, carrossel, mini-helicóptero, minitornado, minisplash, dumbinho, minicarrossel, Red Baron, xícara maluca, minimontanha-russa, Palácio de Alambra, Music Express, Cine 4D, barca e splash.
Também passaram pelas intervenções os dois trenzinhos, identificados como Ferrovia Goiás 1 e Ferrovia Goiás 2, além do Parque dos Dinossauros.
Segundo a administração municipal, as atrações tiveram as condições técnicas, estruturais e de segurança restabelecidas e passaram por laudos e vistorias antes da retomada das atividades.
Quando a atual gestão assumiu a administração do espaço, apenas seis brinquedos estavam em funcionamento, segundo a prefeitura. A recuperação das atrações ampliou para 22 o conjunto preparado para a operação.
As intervenções não ficaram restritas aos brinquedos. O piso do parque, as pontes de madeira e as grelhas foram reformados, incluindo melhorias voltadas à acessibilidade.
As quadras esportivas receberam reparos e pintura. Também foram realizados serviços nas fontes, esculturas, caixas d’água, reservatórios, caixas de som, instalações elétricas e estruturas do Parque dos Dinossauros.
Geradores de energia, bombas d’água e bancos de madeira foram substituídos. Grades e meios-fios receberam pintura, enquanto as áreas verdes passaram por poda de árvores e jardinagem. Fachadas também foram recuperadas.
Na ferrovia interna, houve substituição dos dormentes dos trilhos e reforma das estações utilizadas pelos trenzinhos.
Os banheiros passaram por manutenção e o parque recebeu novo ambulatório, lixeiras e bebedouros com cobertura. Também foram instaladas placas de sinalização e informação e novos extintores de incêndio.
Para melhorar a comunicação entre as equipes durante o funcionamento, foram contratados novos serviços de internet e adquiridos rádios comunicadores.
A iluminação foi outra frente da revitalização. As 860 lâmpadas antigas foram substituídas por equipamentos de LED, dentro do programa municipal Brilha Goiânia. A mudança faz parte da modernização da infraestrutura necessária para o funcionamento do parque, juntamente com os serviços realizados nas instalações elétricas e demais equipamentos de apoio.
A recuperação do Parque Mutirama envolveu aproximadamente R$ 1 milhão, considerando investimentos municipais e recursos destinados pela iniciativa privada.
Desse total, R$ 550 mil foram destinados pela Prefeitura de Goiânia às intervenções e outros R$ 450 mil foram doados pela Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44) para a recuperação das atrações.
A revitalização foi realizada depois de um período em que grande parte dos brinquedos estava indisponível por necessidade de manutenção.
O Parque Mutirama está ligado à história do lazer público da capital desde 1969. A legislação municipal daquele ano criou a Superintendência do Parque Mutirama e definiu a estrutura como Centro de Educação, Recreação e Diversões.
A Lei Municipal nº 4.178, de 14 de agosto de 1969, estabeleceu uma estrutura administrativa própria para manter o parque em funcionamento, cuidar de suas necessidades e organizar suas atividades.
A relação do espaço com atividades educativas também aparece na legislação da época. A Lei Municipal nº 4.181/1969 autorizou a Prefeitura de Goiânia a celebrar convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para a montagem e manutenção do Planetário. A norma determinava que o equipamento fosse instalado em uma área do Mutirama e disponibilizado à visitação pública.
O parque também integra oficialmente a relação de pontos turísticos de Goiânia prevista na legislação municipal.
Até a abertura geral prevista para outubro, o acesso permanece direcionado aos alunos da Rede Municipal de Ensino de Goiânia previamente cadastrados. A entrada é gratuita.
Para entrar no parque, os estudantes precisam estar acompanhados por um responsável e apresentar documentação com CPF. O número é utilizado para verificar a matrícula na rede municipal.
O Parque Mutirama funciona de quarta-feira a domingo. Nos dias de semana, o atendimento ocorre das 13h às 17h. Aos finais de semana e feriados, o horário é das 11h às 17h.
A restrição temporária faz parte da fase assistida adotada antes da liberação do espaço para toda a população.
A reabertura do Parque Mutirama para toda a população está prevista para outubro de 2026, durante o período das comemorações do aniversário de Goiânia.
O prefeito Sandro Mabel anunciou o cronograma durante vistoria realizada no espaço. Até lá, a prefeitura pretende manter a operação destinada aos estudantes e acompanhar o funcionamento das atrações após as intervenções.
Além da reabertura do Mutirama, a administração municipal pretende implantar pelo menos seis parques públicos menores em outras regiões de Goiânia. A proposta anunciada pelo prefeito é distribuir equipamentos de lazer por bairros afastados da região central, permitindo que crianças e famílias tenham opções próximas de casa.
“Nós temos um projeto de fazer pequenos parques nos bairros, não tão pequenos (…). Queremos fazer para que a gente possa descentralizar.”, afirmou Sandro Mabel, prefeito de Goiânia.
Antes da elaboração dos projetos, a prefeitura pretende conhecer experiências de municípios que já utilizam estruturas semelhantes.
A descentralização também deve alcançar eventos realizados pela administração municipal. Mabel citou como referência o formato adotado nas festividades natalinas, com atividades distribuídas por diferentes regiões da cidade.
“(Vai ser) como nós fizemos com o Natal. Nós levamos para 15, 16 lugares diferentes. Então as pessoas ficavam lá felizes em poder não ir só na Praça Tamandaré. Assim nós queremos fazer também com quadrilhas (festas juninas). Esse ano eu não consegui, mas o ano que vem já está acertado com eles”, ressaltou o prefeito.
Outra área de lazer mencionada pelo prefeito é o Parque Linear Macambira-Anicuns. A proposta apresentada pela gestão municipal prevê utilizar áreas já desapropriadas para instalar estruturas destinadas ao lazer e à prática de atividades físicas.
Entre as intervenções anunciadas estão trilhas, lagos e equipamentos de ginástica em pontos próximos às áreas residenciais atendidas pelo parque linear.
“Vamos fazer uma trilha que vai cortar o parque inteirinho e vamos fazer as centralidades, cada lugar onde tem a habitação perto, onde tem que as pessoas se interessam… vamos fazer lá um lago, vamos fazer um equipamento de ginástica.”, afirmou Mabel.
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Apreciador de boas histórias, filmes e games. Repórter no portal Gazeta Culturismo.
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