Filme revela como Goiânia se tornou referência nacional do gênero e terá estreia para o público em setembro deste ano
Dos paredões de som automotivo às plataformas digitais, das periferias goianas aos palcos internacionais, o documentário “A Tropa de Goiânia!” (@atropadegoiania) mergulha na origem, na estética e na força cultural do eletrofunk, movimento musical que nasceu nas ruas da Região Metropolitana de Goiânia e se consolidou como um fenômeno nacional.
Antes da estreia oficial nos cinemas, o longa teve uma sessão especial de pré-lançamento para convidados, elenco, equipe técnica, artistas, influenciadores digitais e profissionais da imprensa no Cine Lume Ritz – Sala Sesc Ritz, no Centro de Goiânia. A exibição reuniu personagens centrais da cena retratada no filme e um público que acompanha a construção desse movimento cultural ao longo dos últimos cinco anos.
Entre os artistas presentes estavam DJ Low, DJ Tubas, MC Lozin e DJ Índia, alguns dos protagonistas da produção.
Com 70 minutos de duração, o documentário mostra como jovens das periferias goianas transformaram a cultura do som automotivo em uma nova linguagem musical e visual, marcada pela fusão entre batidas eletrônicas e funk, criatividade urbana e forte identidade popular.
A narrativa revisita o surgimento das tradicionais equipes de som automotivo em Goiás, com destaque para a histórica Abelvolks, fundada em 1967 por Abelardo Pereira da Silva. Inicialmente dedicada à comercialização de acessórios automotivos, a empresa tornou-se referência nacional na fabricação de equipamentos de som e na realização de eventos que ajudaram a moldar a cultura automotiva do estado.



O filme relembra através de depoimentos dos próprios DJs a expansão do eletrofunk durante a pandemia de Covid-19, especialmente após o lançamento do álbum 22 Eletro Funk Especial de Quarentena, do DJ Wam Baster. A obra é apontada por artistas e pesquisadores como um marco para a consolidação do gênero tanto nos encontros de som automotivo quanto nas plataformas digitais.
Por meio de depoimentos de artistas, produtores e personagens que vivenciaram o crescimento do movimento, A Tropa de Goiânia! revela como o eletrofunk se tornou um símbolo de resistência cultural, pertencimento social e inovação artística.
Entre os nomes retratados estão alguns dos principais representantes da cena contemporânea, como MC Jacaré, Jiraya Uai, DJ Low, Wam Baster, Vinicius Cavalcante, DJ Tubas, Breno Paixão, DJ Fafa e DJ Índia — artistas que contribuíram para transformar Goiânia em um dos principais polos do eletrofunk brasileiro.
O documentário também destaca a diversidade e a representatividade presentes no movimento. Entre os personagens estão DJ Fafa, importante referência LGBT da cena goiana, e DJ Índia, artista indígena da etnia Tapuia, que incorpora ancestralidade, performance e identidade cultural ao universo do eletrofunk.
Dirigido por João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno, A Tropa de Goiânia! é uma produção independente da Caolha Filmes, com produção musical assinada por Pedro Tobeats.
Entre graves potentes, luzes neon, motores e multidões, o documentário registra uma manifestação cultural genuinamente goiana que conquistou o país. A estreia está prevista para setembro de 2026 nos cinemas de Goiás e, posteriormente, em outubro, nas plataformas de streaming.
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Mari Magalhães é jornalista, roteirista, assessora de imprensa e fotodocumentarista com mais de 10 anos de atuação na cultura goiana Seu foco está voltado para novos talentos da música urbana contemporânea, cinema e atividades da cena underground. Contato:[email protected]
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