Novo “Zelda” transforma templo clássico em cenário de terror e surpreende no Switch 2

Remake de "Ocarina of Time" moderniza os controles, apresenta gráficos reconstruídos e intensifica a atmosfera sombria das masmorras

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  • . atualizado às 11:30
remake de Zelda Ocarina

O remake de “Zelda: Ocarina of Time” para Nintendo Switch 2 está chamando atenção por uma mudança que vai além dos gráficos renovados. Durante uma demonstração antecipada, o clássico de 1998 revelou uma atmosfera mais sombria, especialmente no Templo da Floresta, onde a nova iluminação transforma corredores e salas em cenários próximos aos de jogos de terror. A Nintendo também modernizou os controles, reformulou a interface e acrescentou recursos inéditos à aventura de Link.

Previsto para 5 de novembro de 2026, o novo “Zelda” para Switch 2 preserva a história e a estrutura original, mas apresenta mudanças importantes na exploração e nos combates. Entre as novidades estão um botão exclusivo para saltar, movimentação mais ágil e troca de equipamentos sem abrir o menu tradicional. Além disso, o jogo terá cenas com dublagem, diálogos ampliados e trilha sonora orquestral, segundo informações divulgadas oficialmente pela Nintendo.

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Remake de Zelda aposta em uma atmosfera mais assustadora

remake de Zelda Ocarina

A reformulação visual do Templo da Floresta está entre as mudanças que mais se destacaram nas primeiras demonstrações. Antes limitado pelas capacidades gráficas do Nintendo 64, o ambiente agora apresenta iluminação dinâmica, arquitetura detalhada e cores mais intensas. Assim, elementos que já transmitiam mistério na versão original passaram a construir uma atmosfera de ameaça mais evidente.

Durante a visita ao Templo da Floresta, é possivel observar salas com vitrais vermelhos que projetam luz sobre o personagem, criando uma aparência semelhante à de sangue. O efeito reforça o caráter sobrenatural da masmorra sem alterar sua identidade dentro da aventura.

A direção artística também aproveita os recursos do novo console para dar mais profundidade aos ambientes. Por outro lado, o remake não transforma “Ocarina of Time” em um jogo de terror convencional. O que muda é a maneira como os elementos sombrios, já presentes no título de 1998, aparecem na tela.

>> Leia também: Do NES ao Switch 2: conheça todos os jogos de Zelda e saiba por onde começar

Novos controles de Zelda mudam a exploração

remake de Zelda Ocarina

Uma das principais novidades do remake de “Zelda: Ocarina of Time” está no sistema de movimentação. Pela primeira vez nessa versão da aventura, Link terá um botão dedicado ao salto, permitindo que os jogadores controlem diretamente uma ação que antes dependia da aproximação automática de determinadas plataformas.

Além disso, o analógico direito permitirá movimentar livremente a câmera, recurso que não existia dessa maneira no lançamento original. A mudança facilita a observação dos ambientes e oferece mais liberdade durante a exploração. Já a movimentação do protagonista ficou mais responsiva, aproximando a experiência dos padrões encontrados nos jogos atuais da franquia.

O gerenciamento de equipamentos também recebeu ajustes. Agora, os jogadores poderão manter pressionado um dos botões superiores para acessar uma seleção de armas e itens sem navegar pelos antigos menus de pausa. Dessa forma, a Nintendo pretende reduzir interrupções durante os combates e tornar o uso das ferramentas mais intuitivo.

Zelda terá dublagem e trilha sonora renovada

Outra mudança importante envolve as sequências narrativas do novo “Ocarina of Time”. Segundo a Nintendo, o remake contará com cenas dubladas e diálogos ampliados, diferentemente da versão de Nintendo 64, na qual os personagens se comunicavam principalmente por caixas de texto e efeitos sonoros.

A trilha sonora também recebeu tratamento orquestral. As músicas compostas originalmente por Koji Kondo fazem parte da identidade de “Ocarina of Time”, especialmente porque a própria ocarina desempenha um papel fundamental na progressão da história. Portanto, a atualização musical acompanha uma aventura em que melodias continuam relacionadas à solução de desafios e à passagem do tempo.

Além disso, os jogadores poderão criar e compartilhar suas próprias músicas de ocarina por meio do ZELDA NOTES, disponível no aplicativo Nintendo Switch para celulares e tablets. A ferramenta permitirá tocar melodias diretamente na tela do dispositivo, acompanhar partituras guiadas e ouvir reproduções automáticas. Já as composições personalizadas poderão ser compartilhadas com outros usuários por meio de códigos QR, ampliando as possibilidades musicais de “Ocarina of Time” para além do console.

Entretanto, as primeiras impressões mostram que algumas alterações podem dividir opiniões. Enquanto as melhorias gráficas e de movimentação receberam avaliações positivas, a presença de vozes nos diálogos provocou ressalvas em determinadas análises antecipadas. Ainda assim, a Nintendo mantém a narrativa central sobre Link, Zelda, Ganondorf e a Triforça.

Novo Zelda terá desafios inéditos e recursos no celular

Entre as novidades confirmadas pela Nintendo está o sistema “Threads of Time”, que apresenta um registro da jornada de Link, os acontecimentos anteriores e os próximos objetivos. Com isso, quem interromper a aventura por alguns dias poderá consultar o progresso sem precisar descobrir novamente qual missão deve cumprir.

O remake de “Zelda: Ocarina of Time” também terá o Museu dos Mil Monstros, uma área dedicada aos inimigos encontrados durante a aventura. Nesse espaço, os jogadores poderão consultar informações sobre criaturas derrotadas e enfrentar novamente chefes em batalhas cronometradas. Assim, será possível comparar o tempo gasto em diferentes tentativas.

Outra novidade permite tocar músicas usando o microfone do Nintendo Switch 2. Dessa maneira, os jogadores poderão cantarolar melodias ou utilizar instrumentos reais para reproduzir determinadas canções no jogo. O recurso amplia a interação com a Ocarina do Tempo, elemento central da história.

Já o serviço Zelda Notes, integrado ao aplicativo Nintendo Switch para celulares e tablets, oferecerá mapas, registros de atividades, desafios e uma ocarina virtual. A ferramenta também permitirá acompanhar conquistas e consultar informações adicionais sobre o mundo de Hyrule.

Remake de Zelda custará R$ 329,90 no Brasil

O novo “Zelda: Ocarina of Time” chega exclusivamente ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026. Na loja digital brasileira, a Nintendo estabeleceu o preço de R$ 329,90 para o lançamento. Além disso, o título terá suporte a português brasileiro e exigirá aproximadamente 27 GB de armazenamento, conforme as especificações oficiais.

A estreia acontece durante as comemorações dos 40 anos da franquia “The Legend of Zelda”, iniciada em 1986 no Japão. Como parte da celebração, a fabricante também preparou uma edição especial do Switch 2 com detalhes inspirados na Triforça, além de acessórios comemorativos que chegam em 29 de outubro.

Embora o original de Nintendo 64 esteja disponível por meio do Nintendo Switch Online + Pacote adicional, a nova edição foi inteiramente reconstruída para o console mais recente. Por isso, o lançamento terá recursos gráficos, controles e funcionalidades próprios, diferentes da versão clássica oferecida pelo serviço de assinatura.


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Julia-Carmo
Autor: Júlia Carmo

Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.

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