Gastos recordes de turistas estrangeiros no país acompanham alta no tíquete médio e no volume de chegadas internacionais
O turismo internacional injetou US$ 5,6 bilhões na economia brasileira no primeiro semestre de 2026, resultado 12% superior aos US$ 5 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025. Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (28), com base em dados compilados pelo Ministério do Turismo.
Em junho, os turistas estrangeiros deixaram US$ 809 milhões no país, alta de 17,8% frente aos US$ 691 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Convertido para a moeda nacional, o gasto acumulado no semestre chega a R$ 28,7 bilhões, 13% acima dos R$ 25,5 bilhões do primeiro semestre de 2025 e o maior valor já registrado para o período na série histórica do Banco Central.
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Apenas no sexto mês do ano, os desembolsos de visitantes internacionais somaram R$ 4,12 bilhões, 17,1% a mais que os R$ 3,52 bilhões apurados em junho de 2025. O avanço mensal segue o ritmo observado ao longo de todo o primeiro semestre, marcado por altas consecutivas na comparação anual.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado reflete o momento favorável do setor no país. “É um momento muito positivo para o turismo. O setor vem, nos últimos anos, e especialmente em 2026, se consolidando como um dos principais motores do desenvolvimento econômico e da geração de oportunidades para o nosso país”, afirmou o ministro.
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Segundo o presidente da Embratur, Bruno Reis, o crescimento das receitas do turismo internacional vai além do número de chegadas e passa por mudanças no comportamento do viajante estrangeiro no Brasil. “O crescimento de 12% no semestre mostra que ocorreu um aumento do tíquete médio do turista internacional no Brasil, que está ficando mais tempo e gastando mais em nosso país”, destaca Reis.
De acordo com os dados divulgados pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal, o país recebeu 5.261.733 turistas internacionais entre janeiro e junho, o segundo melhor volume da história para o período. Desses, 3.531.233 desembarcaram por via aérea, alta de 13,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o maior número já registrado para um primeiro semestre.
O transporte aéreo respondeu por 67% de todo o fluxo de visitantes estrangeiros no semestre, consolidando-se como a principal via de acesso ao país. A Argentina segue como o mercado emissor mais relevante para o Brasil, seguida por Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai, segundo levantamento da Embratur referente ao mesmo período.
O desempenho do primeiro semestre acompanha outros indicadores positivos do setor em 2026. A aviação doméstica bateu recorde histórico, com mais de 50,1 milhões de passageiros transportados entre janeiro e junho. Já o turismo de negócios movimentou R$ 7,18 bilhões no mesmo período, o maior faturamento já registrado para a atividade.
O resultado também dá sequência à trajetória de expansão observada nos trimestres anteriores. No primeiro trimestre de 2026, os gastos de visitantes internacionais já haviam somado US$ 3,2 bilhões, alta de 11,8% em relação a 2025, segundo dados da Embratur. Em 2025, o Brasil havia fechado o ano com 9,2 milhões de chegadas internacionais, salto de 37,1% sobre 2024, quando o país recebeu cerca de 6,7 milhões de visitantes estrangeiros.
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