10 funções secretas de IA que podem transformar sua rotina e economizar horas de trabalho

Ferramentas escondidas no ChatGPT, Gemini, Google Fotos e Microsoft Copilot ajudam a organizar compromissos, estudar, editar imagens e automatizar tarefas do dia a dia

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  • . atualizado às 09:33
funções secretas de IA

As funções secretas de IA vão muito além de responder perguntas e escrever mensagens. Ferramentas disponíveis em aplicativos populares já conseguem acompanhar entregas, organizar e-mails, identificar informações em fotografias, analisar planilhas e transformar documentos em apresentações. Muitas dessas possibilidades ficam dentro de menus pouco explorados ou dependem de comandos específicos, o que faz com que usuários aproveitem apenas uma pequena parte dos recursos oferecidos pela inteligência artificial.

Entre as plataformas que disponibilizam essas funcionalidades estão ChatGPT, Gemini, Google Fotos, Google Tradutor e Microsoft Copilot. Embora algumas ferramentas funcionem gratuitamente, outras exigem assinaturas ou possuem restrições conforme o dispositivo, idioma e região.

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Confira 10 funções secretas de IA para organizar sua rotina

1. Fazer a IA lembrar compromissos e acompanhar mudanças

funções secretas de IA

Pouca gente sabe que o ChatGPT pode executar tarefas agendadas sem exigir que o usuário abra uma conversa todas as vezes. O recurso permite criar lembretes pontuais, receber resumos periódicos e, em contas compatíveis, acompanhar mudanças em informações disponíveis na internet ou em aplicativos conectados.

Para experimentar, basta acessar a área de tarefas agendadas e escrever um comando como: “Toda segunda-feira de manhã, envie um resumo das minhas prioridades da semana.” O sistema permite definir a recorrência e gerenciar as tarefas criadas.

A ferramenta também pode ajudar quem acompanha entregas ou precisa verificar atualizações regularmente. Entretanto, as opções de monitoramento, os horários exatos e os limites de execução variam conforme o plano. Por isso, é importante conferir quais funcionalidades estão habilitadas na conta.

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2. Encontrar informações perdidas em e-mails antigos

Procurar um comprovante, uma reserva ou uma mensagem enviada há meses pode exigir vários minutos de pesquisa. Entretanto, o Gemini integrado ao Gmail permite fazer perguntas em linguagem natural sobre o conteúdo da caixa de entrada.

O usuário pode solicitar, por exemplo: “Encontre o e-mail com os detalhes da minha próxima viagem e resuma os horários.” A inteligência artificial consulta as mensagens às quais tem acesso e apresenta as informações encontradas.

Outra possibilidade é resumir conversas extensas e identificar pendências que precisam de resposta. O recurso pode ser especialmente útil para profissionais que recebem muitas mensagens diariamente, mas exige uma conta com plano qualificado do Google AI ou Google Workspace, conforme a funcionalidade e a região.

3. Transformar uma planilha em análise financeira

Entre as funções de IA para produtividade, uma das mais úteis está no Microsoft Excel. O Copilot consegue examinar tabelas, identificar tendências, sugerir fórmulas e apresentar informações por meio de gráficos e resumos.

Quem controla despesas mensais, por exemplo, pode perguntar: “Quais categorias tiveram o maior aumento de gastos nos últimos três meses?” Em vez de construir manualmente todas as fórmulas, o usuário recebe uma análise inicial a partir dos dados da planilha.

Essa é uma das funções secretas de IA que também identifica valores fora do padrão, o que pode ajudar a localizar despesas inesperadas ou erros de preenchimento. Entretanto, os resultados precisam de conferência, principalmente quando envolvem decisões financeiras. O acesso depende de uma versão e licença compatíveis do Microsoft 365.

4. Apagar pessoas e objetos de uma fotografia

Uma fotografia pode ficar comprometida por uma pessoa passando ao fundo, um objeto esquecido sobre a mesa ou uma placa que desvia a atenção. No Google Fotos, a Borracha Mágica permite selecionar elementos indesejados e tentar removê-los automaticamente.

Para utilizar a ferramenta, abra a fotografia no aplicativo, entre na área de edição e procure por Borracha Mágica. Depois, selecione o objeto que deseja apagar e aplique a alteração.

A inteligência artificial tenta reconstruir a região removida com base no restante da imagem. Contudo, o resultado depende da complexidade da cena. Fotografias com muitos detalhes, sombras ou objetos sobrepostos podem apresentar distorções, e a disponibilidade do recurso varia conforme o aparelho.

5. Traduzir placas e documentos sem digitar nada

O Google Tradutor oferece uma função que dispensa a digitação de textos em outros idiomas. Com a câmera do celular ou uma imagem armazenada, é possível traduzir placas, cardápios, avisos e pequenos documentos.

O processo é simples:

  • abra o aplicativo;
  • selecione a câmera;
  • escolha o idioma desejado.

A ferramenta identifica as palavras presentes na imagem e apresenta uma tradução na tela. Essa possibilidade é especialmente útil durante viagens ou para compreender instruções de produtos importados. Entretanto, textos manuscritos, letras muito pequenas e imagens desfocadas podem prejudicar a precisão. Por isso, traduções de documentos oficiais ou informações importantes devem passar por revisão.

6. Descobrir informações a partir de uma fotografia

Outra possibilidade pouco explorada das funções secretas de IA é utilizar fotografias como ponto de partida para perguntas. O ChatGPT consegue interpretar imagens enviadas pelo usuário, identificar objetos visíveis, examinar gráficos e ajudar a compreender documentos fotografados.

Imagine encontrar uma peça desconhecida dentro de um equipamento. Em vez de tentar descrevê-la detalhadamente, o usuário pode fotografar o objeto e perguntar: “O que aparece nesta imagem e para que isso costuma servir?”

O mesmo procedimento pode auxiliar na leitura de tabelas, na organização de anotações e na identificação preliminar de plantas ou objetos domésticos. Apesar disso, a ferramenta pode cometer erros de interpretação. Portanto, não deve substituir avaliações profissionais em situações que envolvam saúde, segurança ou decisões de alto risco.

7. Criar um professor particular que não entrega a resposta pronta

O ChatGPT possui um Modo de Estudo que funciona de maneira diferente de uma conversa convencional. Em vez de simplesmente entregar a solução de um exercício, a ferramenta pode apresentar perguntas, explicar conceitos por etapas e verificar se o usuário compreendeu o conteúdo.

Para ativar o recurso, é possível selecionar a opção Estudar no menu de ferramentas ou utilizar o atalho disponível na plataforma. Depois, basta informar a disciplina e o nível de conhecimento.

Um exemplo de comando é: “Estou começando a estudar inglês. Faça perguntas de nível básico e corrija minhas respostas, explicando meus erros.” A ferramenta também pode trabalhar com materiais fornecidos pelo estudante, como textos, imagens e arquivos PDF.

O Modo de Estudo está disponível nos planos do ChatGPT, sujeito às limitações de uso. Entretanto, o estudante ainda precisa conferir informações importantes em materiais didáticos confiáveis.

8. Criar espaços de trabalho com informações que a IA reutiliza

Para quem utiliza inteligência artificial diariamente, repetir instruções pode se tornar cansativo. Os Projetos do ChatGPT permitem reunir conversas, arquivos e orientações em um espaço dedicado a determinado assunto.

Dessa forma, alguém que está planejando uma viagem pode manter reservas, roteiros e pesquisas no mesmo projeto. Já um estudante pode organizar materiais de uma disciplina, enquanto um profissional reúne documentos relacionados a uma atividade recorrente.

O usuário pode criar um projeto, adicionar arquivos e estabelecer instruções próprias. Assim, novas conversas realizadas dentro daquele espaço podem aproveitar o contexto disponível, sem exigir que todas as informações sejam apresentadas novamente.

9. Transformar documentos longos em apresentações de slides

Criar uma apresentação do zero exige selecionar informações, organizar a sequência dos assuntos e preparar os slides. Entretanto, o Copilot integrado ao PowerPoint pode gerar uma estrutura inicial a partir de documentos existentes.

Com uma licença compatível, o usuário pode abrir o PowerPoint, acessar o assistente e solicitar uma apresentação baseada em um arquivo de referência. A ferramenta organiza o conteúdo em slides e pode sugerir títulos, textos e elementos visuais.

Um comando possível é: “Transforme este relatório em uma apresentação de dez slides, destacando os resultados, os principais problemas e as próximas etapas.”

A funcionalidade pode ajudar estudantes, professores e profissionais que trabalham com relatórios extensos. Ainda assim, é necessário revisar os dados, conferir se os slides preservam o sentido do documento original e ajustar o conteúdo ao público. A disponibilidade depende da assinatura do Microsoft 365 e das configurações da organização.

10. Editar fotografias apenas descrevendo o resultado desejado

Entre as funções secretas de IA, a edição por linguagem natural permite modificar imagens sem exigir conhecimento avançado de programas gráficos. No ChatGPT, por exemplo, o usuário pode enviar uma fotografia e escrever o que deseja alterar.

É possível solicitar a remoção de objetos, a substituição de elementos visuais, a mudança de cenário ou a criação de uma versão com fundo transparente. Diferentemente de uma ferramenta tradicional de edição, o sistema interpreta instruções escritas e produz uma nova imagem com as alterações solicitadas.

Um exemplo de comando é: “Remova os objetos que aparecem sobre a mesa, mas preserve a iluminação e os demais elementos da fotografia.”

O resultado pode ajudar na preparação de imagens para apresentações, projetos pessoais e publicações digitais. Entretanto, ferramentas generativas também podem alterar detalhes que não foram mencionados no pedido. Por isso, fotografias jornalísticas e registros documentais exigem cuidado especial: uma imagem modificada não deve ser apresentada como registro fiel de um acontecimento.


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Julia-Carmo
Autor: Júlia Carmo

Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.

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