Fundado em 1998, Rosa Spa recebe hóspedes de diferentes regiões e acompanha a procura por experiências que combinam descanso e movimento
A cerca de 9 quilômetros de Goiânia, em Aparecida de Goiânia, um empreendimento familiar criado no fim dos anos 1990 acompanha uma mudança na forma de viajar. O Rosa Spa, fundado em 1998, deixou de receber apenas pessoas interessadas em emagrecimento e mudança de hábitos e passou a observar também hóspedes que procuram alguns dias de descanso, atividades físicas, alimentação planejada ou simplesmente uma interrupção da rotina.
Hoje, o spa perto de Goiânia mantém 23 chalés e recebe tanto quem se hospeda quanto visitantes que optam por experiências de poucas horas. Uma das gestoras, Vanessa Valente de Oliveira, administra o negócio ao lado das irmãs e acompanhou essa transformação ao longo de quase três décadas.
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A história começou um ano antes da inauguração. Segundo Vanessa, a proposta nasceu dentro da própria família, quando sua mãe decidiu criar um espaço ligado à saúde e à mudança de hábitos.
“O Rosa Spa nasceu de uma ideia da minha mãe, em 1997. Ela imaginou criar um espaço voltado à saúde, ao bem-estar e à mudança de hábitos. No ano seguinte, em 1998, essa ideia se concretizou com a fundação do Rosa Spa, construída por ela juntamente com suas filhas”, conta a gestora.
A estrutura atual reúne 23 chalés, áreas verdes, piscinas, academia, sauna, restaurante, espaços de convivência e locais destinados ao descanso. Há opções de hospedagem e também modalidades de permanência durante o dia.
“Começamos com um trabalho muito voltado ao emagrecimento e à mudança de hábitos e, com o tempo, fomos percebendo que as necessidades eram muito mais amplas. Algumas pessoas chegam precisando simplesmente descansar e se desligar da rotina; outras querem aproveitar esse momento para olhar com mais atenção para a própria saúde e repensar alguns hábitos”, afirma Vanessa.

A procura por um spa perto de Goiânia não parte necessariamente do mesmo objetivo. Segundo Vanessa, há hóspedes que chegam depois de períodos intensos de trabalho, pessoas interessadas em reorganizar a alimentação e a prática de exercícios e visitantes que preferem combinar essas duas motivações durante a mesma estadia.
“Temos pessoas que chegam simplesmente porque estão cansadas e sentem que precisam parar. Querem alguns dias de tranquilidade, contato com a natureza, uma boa massagem, um momento de relaxamento, uma experiência estética ou simplesmente a oportunidade de não ter que pensar na rotina. É um público que busca descanso e autocuidado”, explica.
Outro grupo utiliza a viagem como ponto de partida para rever comportamentos cotidianos, sem tratar a estadia como substituta de assistência médica.
“São pessoas que querem se movimentar mais, melhorar a alimentação, ter orientação e encontrar um ambiente que facilite esse processo. Nesse caso, o Rosa Spa entra como um espaço de apoio e complemento, e não como substituição de acompanhamento médico ou de tratamentos de saúde”, ressalta Vanessa.
Essa distinção é importante porque turismo de bem-estar não é sinônimo de tratamento médico. O segmento pode envolver alimentação, atividade física, descanso, natureza, práticas de relaxamento e serviços de spa, mas necessidades clínicas continuam exigindo avaliação e acompanhamento de profissionais de saúde.

A experiência oferecida pelo spa perto de Goiânia se organiza ao longo do dia. A estrutura atualmente divulgada pelo Rosa Spa inclui acompanhamento nutricional, exercícios orientados, hidroginástica, piscinas, sauna e atividades ao ar livre, além dos períodos livres para descanso. Algumas modalidades também incluem práticas de meditação e atividades em grupo.
Para Vanessa, a diferença está justamente em não concentrar toda a experiência em um único procedimento, como massagem ou tratamento estético.
“A proposta é olhar para o dia da pessoa como um todo. Ela acorda em um ambiente cercado de natureza, tem uma alimentação pensada por nutricionista, pode fazer atividade física orientada, hidroginástica, sauna, meditação, ter orientações nutricionais, participar de atividades de relaxamento e ainda ter momentos simplesmente para descansar, caminhar, ficar no jardim ou no redário”, diz.
A programação não significa que todos os hóspedes precisem preencher o dia inteiro com atividades. Parte da proposta é justamente permitir diferentes ritmos de permanência.
“Às vezes, uma experiência marcante é sentar na grama debaixo de uma árvore, fazer um piquenique, conversar sem pressa e aproveitar algumas horas sem aquela sensação de que é preciso estar sempre fazendo alguma coisa. Para nós, isso também é bem-estar”, afirma Vanessa.
Vanessa diz perceber também, uma procura maior entre pessoas que não desejam necessariamente organizar férias tradicionais.
“A gente percebe que muitas pessoas não estão buscando apenas tirar férias. Elas chegam cansadas da rotina, querendo dormir melhor, diminuir o ritmo, se alimentar melhor, movimentar o corpo e ter alguns dias em que realmente consigam cuidar de si. E isso tem muito valor hoje”, afirma.

A hospedagem não é a única possibilidade para quem procura um spa perto de Goiânia. O Rosa Spa mantém uma modalidade de Day Spa em que o visitante pode passar parte do dia na estrutura sem dormir no local.
A programação atualmente disponível prevê períodos de aproximadamente quatro horas, com refeições elaboradas por nutricionista, atividade física acompanhada, hidroginástica e acesso a áreas como piscinas, sauna, redário, jardins, sala de jogos e espaços de convivência. Massagens e outros procedimentos podem ser incluídos de acordo com a modalidade escolhida.
Esse formato dialoga diretamente com a percepção da gestora sobre uma procura crescente por pausas menores.
“Acho que esse é um pouco o sentido do turismo de bem-estar hoje: não necessariamente fazer uma viagem longa, às vezes um final de semana ou alguns dias fora da rotina já ajudam a pessoa a respirar, reorganizar a cabeça e voltar para casa se sentindo mais leve”, avalia.
Segundo ela, há também visitantes que inicialmente chegam interessados apenas em descansar e acabam utilizando a permanência para repensar aspectos da rotina.
“E existe ainda quem queira as duas coisas. A pessoa pode chegar querendo descansar e, durante a estadia, perceber que também precisa cuidar melhor de si. Às vezes, esse cuidado acontece em uma atividade física ou em uma alimentação mais equilibrada; outras vezes, acontece em algo muito simples”, diz.

O Rosa Spa fica no Jardim Imperial, em Aparecida de Goiânia, a cerca de 9 quilômetros da região central da capital, conforme informações atuais do empreendimento. Para quem vem de Brasília, o deslocamento rodoviário informado é de aproximadamente três horas.
Vanessa resume a mudança de comportamento em uma frase: “Porque hoje o tempo também virou um luxo.”
Ela explica que o deslocamento necessário para uma viagem tradicional pode se tornar uma barreira para quem dispõe de poucos dias livres.
“Muita gente gostaria de viajar para descansar, mas quando pensa em aeroporto, deslocamento, planejamento e vários dias fora de casa, acaba adiando. Quando você tem um lugar próximo, a decisão fica muito mais simples”, afirma.
A distância curta também abre espaço para estadias recorrentes, segundo a gestora, sem que a pessoa precise organizar férias prolongadas.
“A pessoa não precisa necessariamente ir longe para sentir que saiu da rotina. Às vezes ela precisa apenas encontrar um lugar onde consiga desligar um pouco do trabalho, do celular, das cobranças do dia a dia e voltar a prestar atenção nela mesma”, diz Vanessa.

Em janeiro de 2026, o Rosa Spa completou 28 anos de funcionamento. A estrutura construída pela família passou por ampliações ao longo desse período e hoje conta, além dos chalés, com restaurante, academia, piscinas, sauna, áreas de convivência, jardins e espaços destinados às atividades programadas.
Para Vanessa, a permanência do negócio ao longo de quase três décadas também exigiu acompanhar a mudança de prioridades de quem procura o local.
“Hoje, nossa proposta é oferecer um espaço onde a pessoa possa fazer essa pausa. Temos natureza, alimentação, movimento, momentos de relaxamento e diferentes possibilidades de cuidado, mas o mais importante é permitir que cada hóspede encontre aquilo que faz sentido para o seu momento”, afirma.
A gestora acredita que a proximidade dos grandes centros pode tornar esse tipo de experiência mais frequente, em vez de restringi-la a uma viagem ocasional.
“Quando esse cuidado está perto, ele deixa de ser algo que acontece uma vez a cada dois anos e pode se tornar parte da vida. Seja um final de semana, um Day Spa, alguns dias de imersão. Isso torna o autocuidado muito mais possível dentro da rotina real das pessoas”, conclui.
A mudança percebida pelo empreendimento goiano ocorre enquanto a economia de bem-estar ganha peso internacional. O Brasil movimentou aproximadamente R$ 648,08 bilhões nesse mercado em 2024, resultado que colocou o país na 11ª posição mundial, segundo levantamento divulgado pelo Global Wellness Institute em janeiro de 2026.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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