Brasileiros chegaram à média de 76,6 anos de vida em 2024, enquanto atividade física avança e obesidade entre jovens preocupa
A longevidade no Brasil alcançou 76,6 anos ao nascer em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após a interrupção provocada pela pandemia de Covid-19. O avanço amplia um desafio para a população e para o setor de saúde: fazer com que o aumento dos anos de vida seja acompanhado por saúde, autonomia, prevenção e qualidade de vida.
Em nove décadas, o indicador cresceu 31,1 anos, saindo de 45,5 anos, em 1940, para 76,6 anos em 2024. Ao mesmo tempo, mudanças nos hábitos dos brasileiros mostram maior atenção à atividade física, alimentação equilibrada, saúde mental e envelhecimento saudável, enquanto o avanço do sobrepeso e da obesidade entre crianças e adolescentes acende um alerta para a prevenção desde a infância.
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O aumento do tempo de vida tem sido acompanhado por uma mudança na maneira como a população encara os cuidados com a saúde. O tratamento de doenças divide espaço com medidas preventivas e práticas relacionadas ao bem-estar ao longo da vida.
Entre elas estão a atividade física, a alimentação equilibrada, os cuidados com a saúde mental e a adoção de hábitos associados ao envelhecimento saudável.
Os números do Vigitel apontam uma mudança nesse comportamento. A parcela de adultos que pratica atividade física no tempo livre passou de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda aos adultos entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana. De acordo com a entidade, uma rotina ativa reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e alguns tipos de câncer. A prática também contribui para a saúde mental, o sono e a longevidade.
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O avanço de hábitos saudáveis entre adultos ocorre em paralelo a um cenário preocupante entre crianças e adolescentes.
Dados do Observatório Global da Obesidade indicam que o Brasil registrava, em 2025, cerca de 6,6 milhões de crianças de 5 a 9 anos e 9,9 milhões de pessoas de 10 a 19 anos com sobrepeso ou obesidade.
Os números colocam a adoção de hábitos saudáveis desde a infância entre os pontos centrais da promoção da saúde, diante do risco de desenvolvimento de doenças crônicas ao longo da vida.
A prevenção também passou a ocupar maior espaço nas iniciativas das operadoras de saúde, com ações destinadas a estimular mudanças de comportamento antes da necessidade de tratamento de doenças.
Na Unimed Goiânia, uma dessas iniciativas é o Mude1Hábito, projeto nacional direcionado à qualidade de vida e ao autocuidado. Em 2025, a ação desenvolvida pelo Instituto Unimed Goiânia ficou em 1º lugar no Prêmio de Comunicação e Marketing Unimed, na categoria Marketing, Ações Mude1Hábito, entre instituições de grande porte.
As atividades envolvem alimentação saudável, exercícios físicos, bem-estar e educação em saúde. Em âmbito nacional, a iniciativa contabiliza mais de 2.500 ações, impacto direto em mais de 20 milhões de pessoas e mais de 90 circuitos esportivos realizados em diferentes regiões do Brasil.
Para o diretor-presidente da Unimed Goiânia, Dr. Lueiz Amorim Canedo, a prevenção passou a integrar de forma permanente a atuação das instituições de saúde.
“Cuidar da saúde vai muito além de tratar doenças. Hoje sabemos que promover hábitos saudáveis, incentivar a prevenção e acompanhar as pessoas ao longo da vida contribui para melhorar a qualidade de vida e construir um sistema de saúde mais sustentável. Esse é um movimento que beneficia as pessoas e fortalece todo o sistema de saúde.”
Segundo Canedo, os investimentos em prevenção permitem ampliar o cuidado diante do envelhecimento da população e do crescimento das doenças crônicas.
O diretor de Mercado da Unimed Goiânia, Dr. Frederico Moraes Xavier, afirma que a mudança na maneira de cuidar da saúde também influencia a relação dos beneficiários com as operadoras.
“A forma como as pessoas enxergam a saúde também mudou, e isso naturalmente influencia a escolha de uma operadora. O beneficiário passou a valorizar instituições que demonstram compromisso com seu bem-estar durante toda a jornada de cuidado. A promoção da saúde fortalece o relacionamento, gera confiança e amplia a percepção de valor da cooperativa em um mercado cada vez mais orientado pela qualidade da experiência e do cuidado.”
O cenário reúne duas transformações simultâneas: o brasileiro está vivendo por mais tempo e uma parcela maior da população adulta passou a praticar atividades físicas no tempo livre. Por outro lado, os números de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes ampliam a necessidade de prevenção, informação e acompanhamento contínuo desde os primeiros anos de vida.
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Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo
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