Mpox tem 665 casos no Brasil em 2026; conheça os sintomas e saiba como se proteger

Goiás registra dois casos confirmados da doença neste ano, enquanto Ministério da Saúde amplia ações de vacinação e vigilância epidemiológica no país

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A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox (MPXV), que pode provocar feridas na pele, febre e inchaço dos gânglios linfáticos. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 665 casos da doença em 2026, segundo balanço divulgado em 4 de novembro. Apesar dos registros recentes, o país apresenta uma redução de 94% nas infecções em comparação com 2022, quando contabilizou mais de 10 mil casos.

Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) informou a confirmação de dois casos neste ano, contra 38 em 2025. O balanço divulgado em 3 de novembro também apontou 167 notificações suspeitas, das quais uma permanecia em investigação. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, incluindo o contato direto com lesões na pele e objetos contaminados. A coordenadora de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-GO, Luciene Tavares, afirmou que o estado não enfrenta um surto da doença.

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Quais são os primeiros sintomas da mpox?

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Os sintomas da mpox podem aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus, embora o período de incubação possa chegar a 21 dias. Segundo o Ministério da Saúde, as manifestações mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e inchaço dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.

Entretanto, um dos sinais mais característicos da infecção é o surgimento de feridas ou erupções na pele. As lesões podem começar como pequenas manchas ou elevações, evoluir para bolhas com líquido e, posteriormente, formar crostas. Elas podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais e na região anal. Em alguns pacientes, as feridas surgem antes mesmo da febre.

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Como acontece a transmissão da mpox?

A transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto com a pele lesionada ou com secreções corporais de uma pessoa infectada. Beijos, abraços, relações sexuais e outras formas de contato físico próximo podem favorecer a infecção. No entanto, a doença não se restringe às relações sexuais e pode atingir qualquer pessoa exposta ao vírus.

O contágio também pode acontecer pelo compartilhamento de toalhas, roupas, lençóis e outros objetos contaminados. Em determinadas circunstâncias, o contato próximo e prolongado com secreções respiratórias representa outra possibilidade de transmissão. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando uma nova camada de pele se forma.

Mpox pode provocar complicações em alguns pacientes

Embora a maioria dos pacientes apresente manifestações leves ou moderadas, a mpox pode causar complicações, especialmente em pessoas com maior vulnerabilidade clínica. O Ministério da Saúde aponta gestantes, crianças, pessoas imunossuprimidas e pacientes com determinadas condições de saúde entre os grupos que exigem atenção especial durante a avaliação médica.

Entre as possíveis complicações estão infecções bacterianas secundárias das lesões, desidratação, alterações oculares e comprometimento de outros órgãos. Por isso, profissionais de saúde precisam avaliar sinais de agravamento, sobretudo quando o paciente apresenta dor intensa, dificuldade para ingerir líquidos ou lesões próximas aos olhos.

Vacina contra mpox não está disponível para todos

A vacinação contra mpox no Sistema Único de Saúde (SUS) segue critérios específicos de risco. Atualmente, a estratégia nacional prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. Para esse grupo, o esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.

O Ministério da Saúde também admite o uso de doses remanescentes em outros grupos elegíveis, incluindo profissionais de laboratório expostos ao vírus e pessoas que utilizam profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). Já quem teve contato de risco com um caso suspeito ou confirmado pode receber indicação de vacinação pós-exposição. Nesse caso, a recomendação é aplicar o imunizante preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato, embora a administração possa ocorrer em até 14 dias, após avaliação dos serviços de saúde.

Ministério da Saúde amplia estoques de vacinas

Como parte das medidas de prevenção, o Ministério da Saúde enviou 2 mil doses da vacina contra mpox ao Rio de Janeiro em 4 de novembro. Com a remessa, o estado passou a contabilizar 3,5 mil doses destinadas pelo governo federal em 2026. A medida ocorre após o registro de 218 infecções no território fluminense neste ano.

Posteriormente, o governo federal autorizou a aquisição de até 20 mil doses adicionais, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O objetivo é ampliar o estoque estratégico do SUS e atender às necessidades identificadas pela vigilância epidemiológica. Entretanto, a autorização da compra não significa que os imunizantes já estejam disponíveis nos postos de saúde.

Como prevenir a infecção por mpox?

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A principal recomendação para prevenir a mpox é evitar contato físico direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas até a avaliação médica. O Ministério da Saúde também orienta a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, especialmente após o contato com objetos e superfícies potencialmente contaminados.

Quando alguém recebe o diagnóstico, deve seguir as orientações de isolamento e evitar compartilhar itens pessoais. Roupas e lençóis precisam de higienização adequada, enquanto profissionais de saúde e cuidadores devem utilizar equipamentos de proteção individual. Dessa forma, os cuidados ajudam a reduzir o risco de transmissão durante o período em que a pessoa ainda pode eliminar o vírus.

Onde procurar atendimento em caso de suspeita?

Pessoas que apresentarem feridas suspeitas na pele, especialmente acompanhadas de febre ou ínguas, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro serviço de saúde para avaliação. Durante o atendimento, é necessário informar se houve contato próximo com alguém que recebeu diagnóstico ou apresenta sintomas semelhantes. A equipe poderá solicitar exames laboratoriais, geralmente a partir de material coletado das lesões.

Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para o tratamento da mpox no Brasil. Por isso, os cuidados médicos concentram-se no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e no acompanhamento clínico. A maioria dos pacientes apresenta melhora entre duas e quatro semanas, mas o tempo de recuperação depende da evolução individual e das condições de saúde.


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Julia-Carmo
Autor: Júlia Carmo

Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.

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